terça-feira, 18 de outubro de 2016

Até o final da Primavera, número de casos de catapora devem aumentar na Bahia



A Primavera, que se segue ao inverno e precede o verão, é conhecida como a “Estação das Flores” e também como a “Estação da Catapora”. Doença viral que acontece principalmente durante este período do ano, não existe um motivo comprovado que explique o aumento da doença durante o período (apenas uma avaliação história feita com os índices de aumento na estação). Altamente contagiosa, a Catapora é causada pelo vírus varicela-zóster e seus sintomas são bem característicos e expressivos, como a formação de ‘pintinhas vermelhas’ na pele e febre. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, foram registrados nos anos de 2015 e 2016, respectivamente, 187 casos e 40 (até o momento) casos da doença. Entretanto, o número de infectados até o final deste ano pode chegar a cerca de 200. Qualquer um que não tenha sido imunizado está sujeito a pegar a catapora, entretanto, as crianças de um a quatro anos são as principais vítimas. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por meio de secreções respiratórias ou mais raramente pelo contato direto com o líquido presente nas lesões bolhosas. O infectologista Fernando Rabello, do HapVida, explica ao Varela Notícias que o aumento dos casos acontece supostamente por causa da estação passada: “O aumento da varicela se dá na primavera, mas na verdade ocorre por causa da estação anterior, o inverno. Durante o inverno, as pessoas tendem a ficarem mais próximas, em locais fechados, então o contato direto aumenta. A transmissão da doença se faz através das vias aéreas. O clima do inverno também favorece, fica mais ideal para o vírus”. Já a infectologista Ceuci Nunes alerta para o risco da doença que parece ser ‘inofensiva’. “Embora as pessoas pensem que a varicela é uma doença benigna, ela pode ser muito grave em adolescentes e adultos, devido a possibilidade de acometimento pulmonar ou do sistema nervoso central, que pode levar a um quadro de meningite ou encefalite. E mesmo na criança pode complicar principalmente com infecções bacterianas secundárias”, explica. Os especialistas também derrubam o mito popular de que “quem ainda não pegou precisa pegar”. Para os médicos, a vacinação é indispensável para preservação da saúde. A vacina pode ser feita isoladamente ou através da tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) até os 12 anos de idade.

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