Festa Literária Internacional de Cachoeira deve receber 40 mil pessoas durante quatro dias de evento: 'Cidade museu'

Foto: Reprodução

Cerca de 40 mil pessoas devem passar, entre a quinta-feira (24) e o domingo (27), pela 9ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), no recôncavo baiano, a cerca 133 quilômetros de Salvador.

A informação é de Claydson do Rosário, Secretário de Turismo e Cultura da cidade. [Veja programação completa no final da matéria] “Durante a Flica, a gente recebe o mesmo número populacional que nós temos, entre 35 mil a 40 mil pessoas circulando nos quatro dias. Aquece com muita incidência a economia local, principalmente a voltada para o turismo”, contou Claydson. A expectativa desse número reflete também na rotina dos empresários da região.

Com a espera do público, os hotéis reforçam o quadro de funcionários e mais empregos são gerados graças ao evento. “A gente quase que dobra o número de colaboradores da nossa pousada. São garçons, ajudantes de cozinha, camareira, até na recepção a gente reforça. A gente chega a contratar 10 pessoas a mais”, afirmou Daniel Santana, empresário do ramo hoteleiro.

Para Fábio Batista, músico e historiador, o evento fortalece a ideia de que Cachoeira é uma cidade museu, cheia de histórias e de reencontros, ainda que com o passado. “A Flica vem fortalecer ainda mais essa imagem, esse cenário, esse museu vivo que é Cachoeira. Certamente, as pessoas que andam pelas ruas históricas vivenciam não apenas o pouquinho do passado, mas entraram, literalmente, no túnel do tempo.

A literatura, perpassando isso durante a Flica, fortalecesse ainda mais essa imagem”, afirmou Fábio Batista. Entre as atrações da feira, estão a escritora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, o poeta e professor Antônio Brasileiro e o cordelista Bráulio Bessa. Já nas novidades da edição, está o lançamento da Geração Flica, com programação voltada para adolescentes. Para Emmanuel Mirdad, coordenador geral da Flica, evento tem papel importante em uma época que conhecimento é tão criticado.

“Nessa era em que o conhecimento é tão criticado, ter um evento de cultura, que valoriza a informação, isso é importantíssimo. E em Cachoeira, com esse povo festivo. Ninguém é melhor que baiano para fazer festa", disse. Enquanto a festa não começa, ficam as lembranças dos momentos passados. Entre eles, um que vem de 2013. “Eu tive a honra, em 2013, de conhecer o autor Laurentino Gomes, autor da trilogia 1808, 1822, 1889. Sempre fui fã do trabalho dele e acabou se tornando uma referência para mim, como jornalista, continua sendo. Admiro muito. Foi uma experiência incrível. Agradeço muito a Flica por essa experiência", contou a jornalista Camilla Souza.

Fonte: G1

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