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Mateus Aleluia recebe título de Doutor Honoris Causa pela UFRB: "Nasci novamente"

Foto: Reprodução

Em cerimônia realizada nesta quarta-feira (11), o cantor e compositor Mateus Aleluia, de 74 anos, conhecido pela participação no grupo Tincoãs, recebeu o título de Doutor Honoris Causa, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A sessão solene aconteceu presencialmente em Cruz das Almas.

Em seu discurso, Senhor Mateus, como é conhecido popularmente, disse que "nasceu novamente" com o título concedido a ele. "Com esse meu titulo de doutor, transformaram-me, nasci novamente. A vida é feita de ressureições, pensamos que apenas Cristo ressuscitou, mas eu cresci acreditando que nós ressuscitamos todos os dias, quando dormimos, depois acordamos", afirmou.

O artista completou a sua fala com uma mensagem sobre fé, agradecendo aos representantes da universidade, por terem apresentado a ele uma versão dele que não conhecia. "Na realidade, somos pessoas que vivem pela fé: aquilo que a gente não sabe e de repentemente passa a saber, aquilo que a gente não tem, de repentemente a gente passa a ter ou vivemos como se já o ou a tivéssemos. Nós somos um povo de fé, acreditamos ou não que tenhamos essa fé, mas a temos", disse.

Pesquisador da ancestralidade baiana musical pan-africana, Mateus Aleluia é a quinta personalidade de relevantes serviços prestados à sociedade que recebeu a honraria, concedida pela UFRB.

Nascido em Cachoeira, no recôncavo baiano, Senhor Mateus foi protagonista no grupo Tincoãs, primeiro grupo vocal a expressar a herança cultural (musical e linguística) dos povos africanos. O Tincoãs foi destaque nacional entre os anos de 1960 e 1980.

O músico viveu duas décadas em Angola, a partir de 1983, onde foi contratado pela Secretaria de Cultura para realizar pesquisa antropológica e cultural, junto a mestres e mestras da cultura dos povos africanos, compilando diversos saberes. Retornando ao Brasil, Sr. Mateus lançou os álbuns “Cinco Sentidos”, “Fogueira Doce” e “Olorum”, que, junto com a obra dos Tincoãs, contribuem para o legado pan-africano do Brasil.

Por: Metro1

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