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Cortes de R$ 488 milhões no orçamento de 2026 colocam funcionamento das universidades federais em risco, diz UFRB

Foto: Portal Cruzalmense
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) divulgou, nesta quinta-feira (8), uma nota em que manifesta preocupação com os cortes aprovados pelo Congresso Nacional no orçamento das universidades federais para o ano de 2026. A decisão afeta diretamente o funcionamento das instituições e as políticas de assistência estudantil.

De acordo com a Reitoria, uma análise da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) aponta que o orçamento previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 para as 69 universidades federais sofreu um corte total de R$ 488 milhões. A redução corresponde a 7,05% dos recursos discricionários, que financiam ações essenciais para o funcionamento da rede federal de ensino superior, incluindo a assistência aos estudantes.

Com os cortes, todas as universidades federais iniciam 2026 com um volume de recursos menor, especialmente nas áreas consideradas mais sensíveis, como custeio das atividades acadêmicas e administrativas e apoio à permanência estudantil. Segundo a UFRB, esse cenário pode comprometer a manutenção das atividades e impactar estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

A nota também destaca que os cortes agravam um contexto orçamentário já considerado crítico. Caso não haja recomposição dos valores, o orçamento das universidades federais em 2026 poderá ficar nominalmente inferior ao executado em 2025, sem considerar a inflação e os reajustes obrigatórios de contratos, principalmente os relacionados à mão de obra e aos serviços continuados.

A UFRB informou que se soma à Andifes na defesa da recomposição imediata do orçamento e alerta para os riscos da manutenção dos cortes para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, além da sustentabilidade administrativa das instituições. A Reitoria afirma que segue em diálogo com a Andifes, o Ministério da Educação e a bancada parlamentar, em busca de suplementação de recursos para garantir o funcionamento da universidade, a continuidade de contratos, o pagamento de bolsas e auxílios e a preservação das políticas de permanência estudantil.

Mesmo diante do cenário de restrição orçamentária, a universidade reafirma o compromisso com a oferta de educação pública, gratuita, inclusiva e de qualidade, informando que continuará atuando com transparência na gestão e diálogo com a comunidade acadêmica, além de buscar alternativas para reduzir os impactos dos cortes.

Por: Portal Cruzalmense - Cruz das Almas em primeiro lugar

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