Incentivar desafios que coloquem a vida em risco pode ser considerado crime; entenda projeto
| Foto: Franckreporter/Getty Images |
A legislação atual já pune quem induz alguĂ©m ao suicĂdio e Ă automutilação. O novo texto, no entanto, amplia o alcance da lei para abranger comportamentos arriscados que nĂŁo necessariamente visam Ă morte direta, mas que resultam em perigo extremo.
Punições
O texto prevĂŞ a pena de reclusĂŁo de seis meses a dois anos para quem induzir ou auxiliar a prática de atos danosos, inclusive prestando auxĂlio material. Se a conduta resultar em lesĂŁo corporal de natureza grave ou gravĂssima, a pena sobe para reclusĂŁo de um a trĂŞs anos. Caso o ato resulte em morte, a punição prevista Ă© de dois a seis anos de reclusĂŁo.
AlĂ©m disso, a proposta prevĂŞ ainda que a pena seja duplicada em situações especĂficas, como no caso de crime praticado por motivo egoĂstico, torpe ou fĂştil; e se for praticado contra vĂtima menor de idade ou com capacidade de discernimento e resistĂŞncia diminuĂda, como pessoas com deficiĂŞncia ou com algum tipo de transtorno mental. Outra condição que pode aumentar a pena atĂ© o dobro Ă© se a conduta for realizada por meio de redes sociais, aplicativos, qualquer meio eletrĂ´nico ou transmitida em tempo real.
Penalidades para plataformas digitais
A proposta também estabelece responsabilidade solidária para plataformas e administradores de redes sociais. Com isso, as empresas podem ser responsabilizadas civilmente caso deixem de remover o conteúdo nocivo após receberem uma notificação formal.
Desafio da apagĂŁo
Segundo o deputado, a popularização das redes sociais facilitou a disseminação de desafios e jogos virtuais que incentivam práticas violentas, muitas vezes sob o anonimato de identidades falsas. Ele cita exemplos conhecidos como o “desafio do apagĂŁo”, no qual crianças e adolescentes sĂŁo incentivados a cortar intencionalmente a prĂłpria respiração ou a circulação sanguĂnea atĂ© perderem a consciĂŞncia.
O PL — que segue em regime de urgĂŞncia — poderá ser votado diretamente pelo Plenário da Câmara. Para virar lei, precisa ainda ser aprovado pelos deputados e senadores.
Fonte: Metro 1

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