Ads Top


Bahia registra mais de 30 mil casos de hepatites virais entre 2000 e 2024

Foto: Canva imagens
A hepatite viral é uma doença infecciosa que pode cursar de forma insidiosa durante anos no organismo, sem provocar qualquer sintoma. Enquanto a pessoa leva uma vida aparentemente normal, o vírus pode estar comprometendo silenciosamente o fígado e evoluir para uma cirrose, câncer hepático, e nos casos mais graves, exigir um transplante. Esse é um dos grandes desafios das hepatites virais: o diagnóstico costuma acontecer somente quando a doença já está em estágio avançado.

Os números mostram a dimensão do problema. Entre 2000 e 2024, o Brasil registrou mais de 826 mil casos confirmados de hepatites virais, segundo últimos dados do Ministério da Saúde (não há dados de 2025). A hepatite C responde por 342.328 notificações (41,5%) e a hepatite B por 302.351 (36,6%), seguida pela hepatite A, com 174.977 casos (21,2%). As hepatites D e E representam menos de 1% dos registros.

O maior motivo de preocupação está justamente nas hepatites B e C. Diferentemente da Hepatite A, elas podem se tornar crônicas e evoluir silenciosamente durante anos, aumentando o risco de cirrose e câncer do fígado.

Bahia concentra mais de 30 mil casos

No Estado da Bahia, foram registrados 30.159 casos de hepatites virais entre 2000 e 2024. No mesmo período, 3.204 pessoas morreram em decorrência da doença. A hepatite B lidera as notificações no estado, reforçando a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce.

Com o foco de aumentar a identificação dos casos, o Ministério da Saúde intensificou a distribuição de testes rápidos. Até maio de 2026, Bahia recebeu 262.700 testes para hepatite C.

“O aumento na distribuição de testes rápidos é um passo decisivo para mudar esse cenário. Quanto mais pessoas puderem fazer o exame, maiores serão as chances de descobrir a infecção antes que o fígado apresente danos irreversíveis. É importante que a população saiba que o teste está disponível gratuitamente no SUS. E caso a pessoa sinta qualquer um destes sintomas, como fadiga, febre, indisposição, náuseas, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura e fezes claras, deve procurar um médico. O diagnóstico precoce ajuda na cura”, alerta a infectologista e consultora para Organização Nacional de Acreditação (ONA), Cláudia Vidal.

Fonte: Acorda Cidade

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.