Bahia é o 2° estado com mais crianças sem o nome do pai, diz levantamento
Um levantamento do Portal da Transparência do Registro Civil chama atenção para uma realidade que ainda faz parte da vida de milhares de famílias brasileiras.
Desde 2016, mais de 1 milhão de crianças foram registradas apenas com o nome da mãe no Brasil. Desse total, 124.729 registros ocorreram na Bahia, número que coloca o estado na segunda posição do ranking nacional, atrás apenas de São Paulo.
Os dados mostram que, dos 1.834.123 nascimentos registrados na Bahia no período, cerca de 7% ocorreram sem o reconhecimento oficial da paternidade no momento do registro civil. Embora a ausência do nome do pai na certidão não signifique, necessariamente, ausência afetiva, ela evidencia que a filiação paterna não foi formalizada, o que pode trazer consequências jurídicas, sociais e emocionais para crianças e adolescentes.
Em todo o Nordeste, foram registrados 7.504.922 nascimentos, sendo 527.585 apenas com o nome da mãe, percentual semelhante ao observado na Bahia.
Bahia segue entre os estados com maior número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento
Apesar dos avanços em políticas públicas voltadas ao reconhecimento de paternidade, milhares de crianças continuam sendo registradas apenas com o nome da mãe todos os anos. O cenário reforça a necessidade de discutir não apenas o vínculo jurídico entre pais e filhos, mas também a responsabilidade paterna e os direitos garantidos às crianças.
Pensando nisso, o Aratu On reuniu especialistas que analisam sobre a ausência no reconhecimento que pode afetar diretamente o acesso a direitos como pensão alimentícia, herança, benefícios previdenciários e à própria identidade familiar.
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