Casos de câncer de mama crescem na Bahia; diagnóstico precoce aumenta chances de cura total em 95%
Depois de décadas, a mamografia continua sendo considerada o principal método de rastreamento para a identificação precoce do câncer de mama em todo o mundo. O procedimento chegou até mesmo a ‘roubar’ o protagonismo do autoexame das mamas na divulgação do Outubro Rosa, que costumava ser o carro-chefe da campanha anual nas edições iniciais.
Isso porque a mamografia é capaz de revelar microcalcificações, assimetrias e pequenas distorções nos tecidos da mama antes que essas alterações possam se tornar algo palpável. A técnica, que utiliza raio-X, consegue rastrear o problema antes que o autoexame ou o exame clínico, realizado por um médico, consiga perceber os nódulos em formação.
Apesar de a mamografia ser consenso entre os profissionais e autoridades da área da saúde como a principal ferramenta de rastreio para o diagnóstico precoce do câncer de mama, existem divergências sobre quando o exame deve ser incluído na rotina das brasileiras. A faixa etária recomendada pelo Ministério da Saúde é mais restrita do que a indicada por órgãos da classe médica no Brasil.
No entanto, havendo a prescrição médica, a mulher brasileira não encontra resistências para acessar o exame gratuitamente através do Sistema Único de Saúde (SUS). Desde 2025, o entendimento da Saúde no país é de que a mamografia seja adotada para as usuárias sempre que um médico solicitar que seja realizado o procedimento.
Aumento dos casos de câncer de mama
Segundo o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama permanece como a neoplasia mais incidente entre as mulheres brasileiras. Os órgãos também preveem um crescimento no número de casos em todo o país.
Até 2025, o Inca calculava que, a cada ano, surgiam mais de 73 mil novos casos no Brasil. Para o triênio de 2026 a 2028, as estimativas apontam um aumento da incidência da doença, com cerca de 78.610 novos casos por ano durante esse período.
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