O perigo das Fake News, “falsas notícias”, que viralizam mais do que fatos reais

Foto: Reprodução - Internet

Um estudo realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos, em março deste ano, apontou que as fake news se espalham 70% mais rápido que as notícias verdadeiras. Mas o que pode ser considerado uma notícia falsa? Para Cleuza Cecato, coordenadora de Produção de Texto do Colégio Bom Jesus, trata-se de uma pretensa informação, divulgada como verdadeira, mas que não se confirma ou não encontra respaldo na realidade. Em geral, são relatos iniciados com “dizem que...” ou “uma vez fulano disse...” e outras introduções vagas ou chamativas. 

O grande problema está nas consequências dessa disseminação. “Uma história contada como se fosse informação, quando é falsa, pode, inclusive, tirar a vida de alguém. Lembro-me da história da bruxa do Guarujá, cujo retrato-falado circulava acompanhado de um texto que lhe caracterizava as ações. Esse texto ganhou crédito e foi entendido como verdade pela população. Resultado: uma mulher foi linchada e ela não era a bruxa da história”, conta Cleuza, que entende que o conhecimento enciclopédico, um dos pilares do ensino e das propostas pedagógicas, deve ser uma contribuição das escolas para combater notícias falsas.


Com a aproximação das eleições, um prato cheio para espalhar informações erradas e inverídicas, a própria imprensa tem trabalhado duro para auxiliar a população a identificar se uma informação é fato ou fake. Além disso, diversas agências disponibilizam ferramentas para verificação imediata de fontes. Basta colar a página suspeita, que a plataforma sinaliza se ela representa perigo ou não. Em casa, a orientação é acompanhar os filhos que, em geral, puxam assuntos, memes e piadas divulgadas nas redes sociais. “São comuns conversas em que os filhos esclarecem aos pais e avós a origem ou a credibilidade de um fato. A geração com menos de vinte anos tem mais ferramentas para identificar uma notícia falsa, mas a geração que passou dos quarenta tem mais experiência. E essas duas características combinadas podem ser muito produtivas para evitar a divulgação do que não é verdadeiro”, completa Cleuza.


Protegendo os filhos
Em qualquer situação − de notícias falsas que geram repercussões fortes, problemas de cidadania e crescimento coletivo a questões relacionadas a conhecimento de mundo − o diálogo segue sendo o melhor caminho. A professora Cleuza ainda indica a leitura de pensadores como Umberto Eco e Zygmunt Bauman. “Aprender como as teorias criadas por eles trazem constatações brilhantes sobre a nossa realidade é uma tarefa familiar que pode render bons frutos”, completa Cleuza.

Conheça boas práticas para detectar fake news e se proteger nas redes sociais:
>Procure a fonte sempre. Essa é a ação primordial para evitar todo e qualquer mal-estar que a informação falsa pode causar.
>Tenha cautela e procure conhecer mais de uma versão da história.
>Pergunte se alguém pode ser prejudicado com o relato que está na tela ou que foi ouvido, tanto no universo on-line, quanto no off-line.

Fonte G1

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