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Cruz das Almas completa 129 anos; relembre a origem do nome e a história da cidade

Foto: reprodução/Memorial de Cruz

Nesta quarta-feira (29), Cruz das Almas celebra 129 anos de emancipação política. Localizada no Recôncavo Baiano, a cidade construiu sua trajetória a partir da agricultura, da religiosidade e de sua posição estratégica no interior da Bahia, tornando-se, ao longo dos anos, uma das principais referências da região.

O município foi criado por meio da Lei Estadual nº 119, de 29 de julho de 1897, quando foi desmembrado de São Félix e passou a ter autonomia administrativa. Antes da emancipação, a localidade fazia parte da antiga Vila de Nossa Senhora do Bonsucesso da Cruz das Almas.

Segundo a tradição popular, o nome "Cruz das Almas" tem origem em uma antiga lenda. Os tropeiros que percorriam a estrada real entre São Félix e o interior da Bahia encontravam, no centro do povoado, uma cruz em frente à Igreja Matriz. No local, faziam uma parada para rezar pelas almas de parentes e companheiros falecidos. Com o passar do tempo, a comunidade passou a ser conhecida como Cruz das Almas.

A ocupação da região teve início no século XVIII. Os primeiros moradores vieram principalmente de São Félix e Cachoeira, atraídos pela fertilidade das terras. Entre as famílias pioneiras destacam-se os Batista de Magalhães e os Rocha Passos, descendentes de portugueses, que contribuíram para o desenvolvimento da comunidade.

A principal atividade econômica da época era o cultivo da cana-de-açúcar. Os primeiros habitantes implantaram engenhos e iniciaram a formação do arraial em um grande planalto localizado às margens da estrada real, importante via de ligação entre o Recôncavo Baiano e regiões como Rio de Contas, Minas Gerais e Goiás. A localização estratégica favoreceu o crescimento do povoado e impulsionou seu desenvolvimento econômico.

Inicialmente, o arraial pertencia à freguesia de São Félix. Em 22 de janeiro de 1815, por meio de um Alvará Régio, a capela local foi elevada à categoria de freguesia com o nome de Nossa Senhora do Bonsucesso da Cruz das Almas. Durante o período imperial, a localidade permaneceu vinculada à freguesia de Outeiro Redondo.

Com a Proclamação da República, fortaleceu-se o movimento pela autonomia administrativa. Nove anos depois, o então arraial foi elevado à categoria de vila e município por meio da Lei Estadual nº 119, de 29 de julho de 1897, tornando-se oficialmente independente de São Félix.


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